segunda-feira, 9 de março de 2009

Cenas curtas das Ilhas do rei Filipe















Menor vulcão do mundo que fica dentro de um lago. No vulcão tem um lago, que é o menor lago do mundo que fica dentro de um menor vulcão do mundo que fica dentro de um lago. No lago que fica dentro do vulcão que fica em um lago tem um pato, mas é de tamnaho normal mesmo.
















O bravo e destemido (porque ninguém o teme mesmo) navegador brasileiro David, primeiro homem a fazer rafting de chapéu de palha e carregando um laptop.
















Um manguezal, lugar por onde chegou Fernão de Magalhães, navegador português , a serviço da coroa espanhola, primeiro homem a fazer a circunavegação, primeiro europeu a navegar as águas do pacífico, mas que tinha um defeito que se mostrou fatal: gostava de fazer uma média. Quando chegou as (perdão, não há crases nos computadores por cá) Filipinas, cristianizou o rei e a rainha do lugar, e eles, em troca, pediram um favorzinho: para que Fernão de magalhães fossse as ilha de Cebu, mais ao sul, e matasse o inimigo deles, Lapu-Lapu, que afinal nem cristão era. Fernão de Magalhães foi, mas foi Lapu-Lapu quem matou o navegador potuguês, a serviço da espanha, aqui mesmo.
















Meu chapéu Filipino que contemplava as águas do pacífico enquanto eu comia um Bangus, peixe mais popular dessas bandas.
















Eu, correndo para o mar, no melhor estilo S.O.S Malibu, ou mais honesto seria dizer no melhor estilo tartaruguinha do projeto Tamar.
















Aí está a estátua que os Filipinos fizeram para Lapu-Lapu, a 10 metros do monumento que os espanhóis fizeram, em 1866 a Fernão de Magalhães, no lugar onde o espanhol foi morto.


















Para quem gosta do cheiro de napalm pelas manhãs: local onde o filme apocalypse now foi filmado.


Respondendo:

Ruth: Thanx for the chocolate! Depois eu quero ver as fotos...

Chris: Moleza? Você acha que é fácil ficar na praia nesse calor comendo peixe, fazendo rafting, andando de jeepney? É dureza!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Filipinas informações básicas


Boas. Algumas informações básicas das Filipinas.

1) Ex-colônia espanhola, ex-colônia americana, fala-se o Filipino, mas como as aulas até a 8a série são em inglês, todo mundo também fala inglês. É possível ouvir palavras espanholas aqui e acolá no Filipino.

2) Um dos maiores exportadores de enfermeiras do mundo, principalmente para países como Austrália e Japão, onde as moças de família já não querem mais ser enfermeiras...

3) Manila sofre de uma poluição do ar violenta por conta dos seus 10 milhões de habitantes milhares de jeepnees da Segunda Guerra e mais outros tantos milhares de carros. Trânsito caótico, impossível. São Paulo é coisa de amador perto disso aqui.

4) Praias maravilhosas, principalmente no sul do arquipélago, para onde eu vou me deslocar em alguns dias...

Jeepneeys
















Boas. Hoje eu resolvi mostrar para vocês o que é um transporte alternativo realmente alternativo - os jeepneeys. Jeepneeys são esses carros, ou coisas que se parecem com carros, deixados pelos americanos no final da segunda guerra por essas bandas, que os locais adaptaram para ser o lotação das Filipinas. Não é muito confortável, é barulhento, e se você não toar muuuito cuidado pode ficar sem a sua carteira, mas é uma experiência interessante. Uma viagem custa mais ou menos 40 centavos. É barato, como tudo aliás nas Filipinas. Uma corrida de taxi, com o taxista fazendo caminhos tortuosos e te passando a perna de todos os jeitos possíveis, vai sair por oito reais. Principalmente quando comparo ao Japão, acho muito barato. Mesmo assim não tenho pegado taxis por aqui não. É porque o que vale é sempre a lógica interna do país, um taxi por 8 reais é barato, mas se eu posso pegar um jeepney por 40 centavos...

quarta-feira, 4 de março de 2009






Boas. estou nas Filipinas. Cheguei aqui ontem, em um voo das Philippines airlines. Bem, foi bom porque eu vim sozinho em três poltronas. Mas sair do Japão e cair nas Filipinas é um pouco, diríamos, chocante. Ainda mais que eu optei por economizar uma grana com taxi, e acabei pegando os transportes alternativos locais, que são bem mais alternativos do que os nossos. Hoje eu fui a praia, pra relaxar um pouco, sabe como é, aqui faz uma temperatura constante de 32 graus, não interessa a hora do dia ou da noite. Muito bom. Agora estou postando de um cafe desses aí, e ao mesmo tempo conversando com um americano que está apaixonado por uma garota local, tô fingindo escutar o que ele diz enquanto escrevo. Bem depois eu tento voltar com mais detalhes e fotos, até,



respondendo:


Cláudia: pois é, voltando..

Priscila: Festa? Num sei quem sabe...

Rafael: tudo bem eu acho que posso viver com essa perda...

Sarah: Eu não sou muito do tipo sono pós voo não...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Retorno

Boas. recebi o intinerário da volta. Sintam o drama:

24 de Março - Saio de Osaka com destino a Frankfurt em um voo da Lufthansa. Voo dura 12 horas e 30 minutos. Chego em Frankfurt as 15:10, hora local.

24 de Março - depois de esperar por 7 horas e 25 minutos pego outro voo Lufthansa rumo a São Paulo. Voo por mais 11 horas e 50 minutos. Chego em São Paulo as 6:25 do dia 25, horal local.

25 de Março -Pego um avião da TAM (ai que meda!) as 8:30 da manhã, voo por mais 1 hora e 45 minutos e aí, finalmente, Brasília, as 10:15 da manhã do dia 25, depois de uma ano e meio.

Moderno?

Boas. Uma das coisas impressionantes sobre o Japão é a velocidade com que a modernidade chegou por aqui. Veja, mais ou menos 60 anos atrás o Japão tinha indicadores econômicos e sociais que não eram muito diferentes do Brasil, PIB equivalente ao da Nigéria. Hoje não se pode comparar esses países ao Japão em quase nenhum aspecto. Mas tudo tem um custo. No caso do Japão houve, no meu entender, uma fixação com o concreto. Nessa época do ano se pode observar pequenas obras em todos os cantos. É o fim do ano fiscal e as prefeituras precisam gastar o dinheiro. Assim o que mais a gente vê são pequenas concretagens aqui e ali. Parece que os japoneses relacionaram o concreto, as obras, a modernidade. Viadutos há aos montes. Roriz morreria de inveja. O que mata é que as vezes os japas perdem a noção das coisas. Veja por exemplo a única praia de Naha, capital de Okinawa. É essa praia da primeira foto. Pequena, é verdade, mas charmosa. Agora veja aí logo abaixo o que os japas fizeram com a única praia de Naha. Essa é a mesma praia, mas com a visão que se tem da areia. Construíram um viaduto. Um não, dois, estão construindo o segundo agora. Pode? Precisa? Não. Mas também não sei se houve protestos. É normal. Pela placa mostrando os patrocinadores da obra, com uma multidão observando embasbacada o viaduto multicolorido, parece até que os japas acham bonito. Sinal de modernidade. Será?

















quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Eles são americanos
















Boas. As fotos que você vê nesse post são de Okinawa - único lugar do Japão onde houve batalhas terrestres da Segunda Guerra. É o bunker do alto comando da marinha japonesa. As marcas na parede não são tiros americanos, são estilhaços de granada detonadas pelos soldados japoneses que se suicidaram quando o bunker caiu. Mais de 300 se mataram nesse bunker. Hoje mais de 60 anos depois da invasão americana, Okinawa é lar de mais de 8.000 mariners americanos.
Os americanos chegaram aqui bem antes. Em 1853 o Comandante Perry, com sua famosa "esquadra negra" chegou ao Japão e, com o poder de seus navios, obrigou o Japão, um país até então fechado, a fazer comércio com os Estados Unidos. Depois disso, já no século XX, invadiram Okinawa, jogaram duas bombas atômicas e governaram diretamente o Japão entre agosto de 1945 e abril de 1952. O general americano MacArthur era o Supremo Comandante do Japão. Qual é o resultado de tanta violência americana? Veneração. Os japoneses veneram os americanos.
O porquê disso, eu não sei, tenho algumas hopóteses, mas são só hipóteses. Mas acho meio patético ver tanta influência americana, de bandeiras a Brad Pitt vendendo celular. Por outro lado, os brasileiros não são muito bem vistos por aqui não. Mais de uma vez, enquanto conversava com a Monika na rua, fomos abordados por japoneses querendo saber se éramos americanos - talvez o fato de um preto e uma loira juntos falando em inglês os tenha levado a pensar assim. A pergunta vem com um sorriso, uma amabiliadade e uma cordialidade impressionantes, quando da resposta, bem, quando a Monika diz Polônia há uma surpresa e uma vontade de saber mais, quando eu digo Brasil, digamos que apatia é o mínimo que acontece. Eu sei que muitos dos brasileiros que por aqui vivem, se portam de uma maneira não muito civilizada, mas não acho que isso seja motivo suficiente para essa discriminacão do brasileiro. Acho também que há muita auto-reflexão a ser feita por nossa parte, porque quando vemos o noticiário percebemos que os brasileiros não são mais muito bem-vindos em vários cantos do planeta. Tenho cá também minhas teorias, mas fica pra outra hora. Há no Brasil 1,5 milhões de nipo brasileiros, resultado da imigração que ocorria enquanto os americanos jogavam suas bombas. Mas hoje, a impressão que tenho, é que os idolatrados são mesmo os americanos. Por essas e outras o primeiro ministro japonês se apressou para ir beijar a mão de Obama San. Pelo menos vai ser engraçado vê-lo beijando a mão do mulato. Em tempo, Hillary andou por aqui e disse que os soldados de Okinawa vão ser transferidos para Guam. Parece que, pelo menos militarmente, depois de 64 anos depois a invasão americana chega ao fim. Okinawa vai sentir falta dos seus invasores. afinal, eles são americanos.


Respondendo:

Kobelus: Pelo menos ele tá sabendo que é carnaval né?

Sarah: Semana que vem as férias melhoram, vou pras Filipinas, lá sim tá fazendo mais de 30 graus!

Larissa: Beijos!