sábado, 14 de junho de 2008



Aqui se tem uma visão geral de uma sala de aula. Essa cara vestido de garçon aí na frente é o professor...



Bom, vou começar o meu post sobre a visita a escolinha dos japinhas com essa foto aí. É a foto da limpeza, ou melhor dos instrumentos de limpeza. Aqui, pelo menos nas escolas públicas, que são onde 98% colocam seus filhos, o moleque limpa a sala junto com o seu paninho próprio. E não é punição não, é o normal, todo mundo limpa a salinha junto e assim todo mundo aprende melhor que não se deve sujar...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Terremoto

Boas. Parece que teve um terremoto aqui no norte do Japão. Bem, como já deu pra perceber eu só fiquei sabendo do terremoto pelos sites brasieliros. O norte do Japão, perto de onde está tóquio é bastante vulnerável a terremotos. Já a região onde estou, por ser muito montanhosa, tem um risco bem menor. Bom, só tô postando pra avisar que tá tudo bem. Beijos,

quinta-feira, 12 de junho de 2008




Boas. Fiqeui um tempinho sem blogar né? POis é, foi por preguiça mesmo. Sabe como é, o calor tá chegando, coisa e tal, aí a gente fica mais preguiçoso. Tenho estudado um pouco mas passo a maior parte do tempo mesmo lendo e vendo as séries que baixei no computador, friends, 24 horas, seinfeld, heroes, sabe como é, bem de boa mesmo... Hoje eu ia colocar as fotos da escolinha que visitei, e falar tudo como foi, mas bateu uma preguiça... Então acho que vou fazer isso no fim de semana... Mas tem essa foto da televisão do quarto de hotel que fiquei. Eu não sou um grande frequantador de hotéis não, mas tv de moeda foi a primeira que eu vi na minha vida então...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

"Onsen parte II - a hora da cob, digo, da onça, beber água"

"Houston we have a problem..." bom, eu não sei bem o porquê mas essa frase sempre me vem a cabeça quando eu vejo que a coisa vai feder. Quem não sabe o porquê da frase, vai procurar no google que eu tenho mais o que fazer. Bem, a minha situação era bem simples: meu professor me estava convidando a entrar no Onsen. Eu tinha duas alternativas, dizer não e dizer sim. Se fosse não, todo o meu esforço de construção das minhas relações diplomáticas nipo-brasieliras iriam com certeza por água abaixo, melhor, por águas termais abaixo. Se fosse sim, talvez tivesse de tirar a roupa ao ar livre. Em situações assim, onde um cenário é ruim e o outro TALVEZ seja catastrófico, eu aprendi com o Jack Bouer que a gente tem de ir para o talvez, bem, na televisão pelo menos sempre funciona. Me apeguei a essa chance e disse "claro! Eu vim do Brasil até aqui e não vou entrar no Onsen? Mas CLARO que vou!" "Então vamos lá!" Fechei os olhos e disse "vamos lá!" e pensei "que a força esteja comigo..." Fomos até a loninha para trocarmos de roupa. Vi que meu professor colocou um calção, o que me aliviou de imediato. Coloquei o meu bermudão de surfista do Paranoá e percebi que tudo ia acabar bem. Meu professor pegou uma toalhinha de rosto e colocou sobre os ombros. Eu, que não tinha toalhinha de rosto, peguei mesmo a minha toalha de banho e fiz o mesmo. Quando chegamos perto do poço de águas termais já estava mais calmo, afinal tudo o que eu havia lido nos livros sobre como os japoneses tomam banho pelados nos onsens estava provando ser uma trememenda de uma lorota. Lá estávamos eu e meu professor, devidamente trajados com short e bermudão prontos para entrar no Onsen, e vestidos, sim, vestidos com nossos shorts, ora bolas, que bobagem é essa de tomar banho nu na frente dos outros! foi aí que, para meu espanto e desespero, meu professor tirou seu calção e , nu como veio ao mundo, entrou nas águas termais. Eu, em estado de choque, percebi que aquilo era como ter de matar alguém, se fosse pensar não ia fazer, e aí, com minha mente ainda paralisada, tirei meu bermudão de surfista do paranoá e, assim como ao mundo vim em um cinco de fevereiro, também mergulhei nas águas termais. Como dizem os hispânicos, Que sera, sera.
Na primeira parte desse post disse que quanto mais tempo passo no Japão menos compreendo os japas e suas manias. Aqui o professor tem um status que é diferente do que acontece no Brasil. Vou tentar exemplificar. Seu eu vou perguntar para um amigo se outro amigo está digo zezinho iru? Se vou perguntar pra alguém que não conheço, ou para alguém mais velho ou se o zezinho é alguém com quem não tenho intimidade digo, zezinho imaska? Mas se zezinho for um professor ou alguém muito importante terei de dizer zezinho irasha imaska? Até a linguagem que se usa com o professor é outra. Há todo um ritual e uma formalidade para se falar com o seu orientador ou professor. E, de repente, o homem me cai nu no onsen. Mas isso não foi tudo. A toalhinha (que para completar o quadro de caos era do pokemon) era pra ele andar de um lado para o outro, de um poço para o outro. O homem me colocava aquela toalha de rosto na frente cobrindo as partes, e ia andando na maior, no meio de todo mundo. Só que é óbvio que a toalha só cobria a frente, então eu tive a visão surreal de uma espécie de índio nipônico em uma tanga do pokemon, andando de um lado para o outro, no meio das gentes. Nunca tinha visto a bunda de um professor antes ( que não fosse a minha e'claro) e não estava gostando da experiência. COntudo, eu nunca agradeci tanto o fato de ter ido com a minha toalha GG tamanho família (bem, sabe como é, uma toalhinha de mão pra mim não ia dar conta do recado, enfim sabe como é) e enrolei bem a toalha ao redor da minha cintura e também pude me locomover, mas não sem um certo desconforto, entre as pessoas que ali estavam. Os momentos de pânico aconteciam quando eu tinha que deixar a toalha de lado e entrar na Água. Tentei desenvolver um método onde essa operação fosse a mais rápida possível, mas depois de um tempo percebi que o melhor era não pensar muito na situação. Confesso entretatanto que a melhor parte dessa minha primeira experiência no onsen foi quando terminou, voltamos para a tendinha azul e eu finalmente coloquei a minha roupa. Havia terminado. eu não precisava mais ver aquela cena ridícula do meu professor correndo com sua bunda branca por entre os transeuntes. Era hora de seguir para o Hotel. No outro dia iríamos visitar a escolinha de crianças. Amanhã eu conto como foi a visita e coloco as fotos (da visita).

Respondendo:

Deya : é na verdade o onsen é mais uma "quente" do que uma "fria..."

Samara: Eu também odeio. Não se preocupe com as fotos, por força de contrato a GGGG magazine não me deixa publicar as fotos aqui.

Sarah: Bem, pelo motivo exposto acima, não posso publicar as fotos... também me explicaram que, como as fotos ficaram grandes demais, não há espaço no servidor do blog para alojá-las.

Gui- Tambeém estou com saudades de todos aí. Bem, as fotos, pelos motivos acima expostos...

domingo, 1 de junho de 2008

Onsen parte I - Proposta Indecente.








Queridos leitores infiéis. Quanto mais tempo eu passo no Japão, confesso, menos o entendo. Vejam vocês como são as coisas. Fim de semana passada fui com o meu professor e mais dez coleguinhas de sala visitar uma escola primária no estado de Toyama, a uns 300 kilômetros de Otsu, onde vivo. Bem, fomos de carro, e devo deixar registrado aqui que as estradas são óbviamente ótimas, com pequenas áreas de lazer, abastecimento e descanso a cada 20 kilômetros e áreas maiores a cada 50 kilômetros. O pedágio aqui funciona da seguinte forma: a estrada passa ao largo de todas as cidades, então para entrar nas estradas a gente precisa pegar as saídas, em cada saída tem um posto de pedágio. Você pega uma ficha quando entra na estrada e devolve quando sai dela, assim eles calculam o quanto você andou e o quanto você tem de pagar de pedágio. Aí vem a parte amarga da coisa, por 300 kilômetros pagamos cerca de 100 reais de pedágio...
Bem, chegando a Toyama o primeiro passeio era ir a um Onsen. O Onsen é uma das "instituições" mais tradicionais da vida social do japão, são águas termais, de origem vulcânica, onde as pessoas entram e relaxam por algum tempo. Aí você vai pensar: "Ah, é Caldas Novas pô!", hum, mais ou menos, porque no Onsen é o lugar onde o seu "superior" o trata como se fosse um "igual" portanto quando o seu "superior" o convida para ir ao Onsen, é aconselhável que você aceite. O nosso Onsen era ao ar livre, nas fotos acima vocês podem ver um dos poços, mais fundo, e outro, mais aberto. As lonas azuis que vocês vêem na foto, são para que as pessoas troquem de roupa. Ah, um detalhe importante sobre o Onsen, nele se deve entrar completamente nú... Bom, acho que vocês já começaram a entender a enrascada em que eu me meti né? Porque se o meu professor me chamasse para ir ao Onsen, eu deveria aceitar, se eu aceitasse, deveria entrar nú, e se entrasse nú, bem, era um Onsen aberto... Bom, chegamos, demos uma volta, e percebi que ninguém tinha entrado. Pensei, "Ufa, acho que era só para ver o Onsen... Não vou ter de ficar nú na frente do mundo" foi quando ouvi meu professor me chamar " Dabi San, vamos entrar!" Foi aí qie pensei "Houston, we have a problem..." Bem, Hoje já escrevi muito, amanhã eu conto como termina essa história...

Respondendo:

Oi Lulú!! Puxa que triste ouvir essa notícia do Vitão... Mas é isso, enquanto todo mundo quiser manter o seu "direito" de ter a sua arma, essas coisas vão acontecer. O mais triste é ver como o brasileiro é facilmente manipulável, foi só o lobby das armas derramar uma graninha, comprar uns deputados e fazer a propaganda que todo mundo "se conveceu" de que ter arma era um bom negócio, pra nossa segurança! Aí tá o resultado... Beijos pra você Lulú, e o ciso, como foi?










Bom, vamos lá. Nessas fotos aí vocês podem ver o caminho que percorremos em um tremzinho barulhento pacas por 40 minutos até chegar ao alto da montanha onde iríamos aproveitar do Onsen. Nas fotos, a Con, minha vizinha coreana e o meu professor, Kimata - já pensou ter um professor kimata hein - e na outro o Vietnamita Vungh com a sayume, que estudou português por um ano e conseguiu contar de um a dez em português, pulando o três e o oito! Essa aí tem talento pra língua estrangeira hein!