quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Kyusho II





























...Significam duas horas e meia de viagem. As estradas são boas, os carros melhores ainda, mas japonês é japonês, e agora eu sei porque todo japonês se dá muuuuito mal na fórmula um. Digamos que o Rubinho se adaptaria muito bem a maneira de dirigir no Japão. Outra coisa interressante é que aqui até os modelos "mil" tem de vir com esse navegador aí, e é impossível não chegar no destino com ele, você digita o nome do lugar que quer ir e ele vai te levando, vira aqui, vira ali, "cuidado, tem uma curva perigosa a cem metros" essa coisa toda. Beppo como eu falei é a cidade das Onsen, e aqui tem onsen de todo tipo, e a água vulcânica é muito boas. A cidade toda tem essa fumcaça aí que parece poluição ou foco de incêncio, mas é vapor dos banhos. O diabinho é o garoto propaganda de um negócio pra lá de "quente" se é que vocês me entendem, Fomos a uma Onsen bem bacana, meio luxuosa, é claro que no separamos, meninos de um lado e meninas de outro, afinal vocês já sabem, na Onsen é todo mundo nu!!
E é por essa e outras que eu recomendo a você, homem brasileiro, a visitar um onsen no Japão. É relaxante, é limpo, confortável e levanta o moral que é uma beleza!

Kyusho







Boas amigos. Estou de volta, após uma rápida e cnsativa viagem a Kyusho. Eu coloquei um mapa aído lado para que vocês entendam mais ou menos onde fica Kyusho. Eu parti de Otsu que fica aí um pouco acima de Osaka, se você imaginar que nessa parte do mapa se pode ver um "V" Otsu fica bem no vértice desse "V".
Fui até Kyoto, treze minutos de viagem, lá encontrei o pessoal e pegamos um ônibus até Kiusho, doze horas de viagem. Acho que se fosse em um ônibus brasileiro, com o notorista meio de fogo e pisando fundo, dava pra fazer em umas dez, nove horas, Mas em um país em que os motoristas de ônibus usam luva e uniforme, e onde as paradas de ônibus têm Starbucks Cafe, a vigem demora mais mesmo. Kyusho é legal, acho que é uma das regiões mais bonitas do Japão, com bastante natureza. Fomos ver esse vulcão aí, e foi quando eu percebi que a minha professora de Japonês tava mesmo querendo me matar. Não sei se vocês se lembram, mas primeiro ele me trouxe uma pedra radioativa de Hiroshima. Agora ela me levou ao Vulcão que segund0 ela estava inativa, mas não estava. E o pior foi que eu li no guia que tem uns gazes tóxicos e que antes de subir tem de ver com as autoridades se o vendo tá soprando pro lado certo. Ah, e tem também de torcer para o vento não mudar de direção qundo você estiver lá em cima...
Mas como eu sou Macho com "M" não quis saber dessa frescura de gás radioativo coisa nenhuma, ainda mais depois que eu morei seis meses no Kaikan com aquele monte de chinês comendo repolho o dia inteiro, gás radioativo é coisa de criança!
Bom, a gente alugou um carro e depois de ver o vulcão fomos a cidade famosa pelas onsen, os banhos quentes japoneses, Beppo, a cem quilômetros do Aso San, o vulcão. Mas vocês já sabem, cem quilômetros com motoristas japoneses significam...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Espírito Olímpico



HANABI




B0as. Depois de uma intensa viagem a Hiroshima, que vocês já acompanharam, tive um fim de semana tranqüilo na minha pequena vila aqui em Otsu. Digo, tranqüila em termos, já que sexta feira aconteceu a tradicional queima de fogos as margens do lago Biwako, "o mais antigo lago do mundo" (e eu que nem sabia que existiam idades para os lagos).
Hanabi é como se diz "fogos de artifício" em japonês. O significado é "flor de fogo." Por mais que nós amemos a nossa língua portuguesa não há como negar que "flor de fogo" é um nome bem mais poético e apropriado do que "fogo de artifício". Aliás, se o fogo é de artifício, porque as pessoas se queimam, hein, hein? Bem, deixa pra lá. Amanhã eu vou visitar um vulcão e volto depois na quinta (se ele não resolver entrar em erupção, é claro). Vamos sair de Kyoto amanhã de noite, chegar em Kyusho na quarta de manhã, alugar um carro, passar o dia e pegar um navio de volta na quarta de noite, chegando em Osaka na quinta seis e meia da manhã. Então nesse período vou ficar sem blogar, mas na quinta de noite deve ter bastante foto dessa viagem. Adios Muchachos, David.

Rafael: Hum, vou ver se eu coloco aqui o vídeo do um minuto de silêncio.

Saulo: Pô bixo, vc é PM, pode chorar não rapá!!!

Tay: Foi uma experiência muuito boa.

Tatá; Hum evoluindo, sei não, mas tudo bem.

Lara: Beijos, pois é, as fotos estão lindas mesmo eu tendo aparecido!

Rogério Luiz: Obrigado, visite sempre que quiser!


quarta-feira, 6 de agosto de 2008

As Rosas de Hiroshima






















Rosa de Hiroshima

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

Vinícius de Moraes

Hiroshima





























Eu sei que vai parecer lugar comum, esnobismo ou simplesmente abestalhadamento, mas Hiroshima é um desses lugares que, para se entender, tem de se ir. Uma coisa é falar, saber e ler que Hiroshima foi o primeiro lugar do planeta a ser atingido por uma bomba atômica. Outra completamente diferente é ver, ainda depois de 63 anos, uma cidade que chora por seus mortos.
Isso não qer dizer que Hiroshima não seja vibrante, divertida, uma cidade pulsante como qualquer outra, porque é. Mas quando se vai ao parque da paz, quando se vê a chama acesa que só se apagará no dia que a última bomba nuclear for destruída, quando se vê as dezenas de centenas de cartas de protesto enviadas pelo prefeito de Hiroshima cada vez que um teste nuclear acontece, quando se ouve as orações pelas vítimas percebe-se que Hiroshima não esqueceu, e não vai deixar ninguém esquecer.Hiroshima é uma cidade que tomou para si o papel de celebrar a paz mundial, veja que tarefa ingrata.
E o que é mais triste e bonito é que Hiroshima faz isso sem se vitimizar, em cada monumento se faz referência aos cerca de dez mil coreanos mortos no massacre nuclear, que foram trazidos para trabalhar no Japão a força, porque naquele tempo a coréia era uma colônia japonesa. Hiroshima sabe de sua culpa. Mas também sabe que a pena que lhe foi aplicada foi colossalmente desproporcional.
As 8:15 da manhã de segunda feira, 6 de agosto de 1945, os 300 mil moradores de Hiroshima foram supreendidos com uma pequena bomba, mas de efeito devastador. Estima-se que mais ou menos 200 mil tenham morrido imediatamente e também ao longo de alguns anos por efeito da radiação.
O lema de Hiroshima é "não nos esqueceremos" em Hiroshima as bandeiras estavam a meio pau. Mas saindo de Hiroshima, as coisas já estavam normais. Os jornais aqui no Japão tinham so uma notinha aqui e ali. Na follha de São Paulo eu não vi nenhuma notinha. Eles não se esqueceram, maso resto do mundo já esqueceu, há tempos. É triste, mas é o que é.
Bem, nesse post vocês o famoso dome, o prédio que sobreviveu ao ataque e foi preservado assim. Podem ver também o Peace memorial park, que abriga a comemoração do 6 de agosto. O que vocês não podem ver é que, apesar de passados 63 anos, a dor continua lá.

Sadako


Uma das coisas legais sonbre Hiroshima é que a homenagem as vítimas não se faz apenas através dos monumentos grandiosos.Hiroshima também faz isso através dos monumentos singelos, como aquele que abriga os milhares de origami em forma de um pássaro que em inglês se chama crane, e em portugues parece ser, pelo que me diz o google, Tsuru. Bem, na tradição japonesa, se você faz um desejo e em seguida mil cranes de Origami, seu desejo se torna realidade.Sadako Sasaki, que tinha dois anos quando a bomba caiu, descobriu dez anos depois que tinha leucemia. Pediu para ficar curada, e começou a fazer os origamis.Os fazia no hostpital mesmo, com todo tipo de papel que chegava as mãos. Em 25 de outubro de 1955 fez origami de numero 644 mas não agüentou mais e morreu. Seus colegas de escola completaram os1000 origamis e enterraram os origamis com ela. Até hoje, milhares de crianças do Japão e do mundo, quando vão a Hiroshima, levam os cranes de Origami para Masaki