sábado, 13 de setembro de 2008

O mundinho que tá ficando besta
















Boas. Aqui estou, ainda me recuperando da viagem a Tóquio. O problema é que não se dorme nessas viagens de ônibus pelo Japão. Bom, logo de cara por aqui não há "rodoviárias." As estações são de trem somente, os ônibus saem do meio da rua, em lugares previamente acertados entre você e a agência de viagens onde você compra a passagem. O ônibus saiu a meia noite e parava a cada duas horas de viagem. Um saco. foi assim até as seis da manhã, quando o ônibus finalmente chegou. É claro que eu poderia ter pego o trem bala, mas teria pago 3 vezes mais, então...
Essas fotos aí ainda são de Tóquio. Como se pode ver, é um cemitério, cemitério de samurais. Antigo. Interessante. Mas é engraçado perceber como uma cidade como Tóquio, ou um país como o Japão, abre várias possibilidades para o turista. Explico. Encontrei um brasileiro nissei carioca quando escalava o Fuji. Ele inventou de me dar umas "dicas" do que conhecer no Japão e em Tóquio. Eu não consegui aproveitar nenhuma das dicas dele, que iam de estúdios da MGM em Osaka, que fica há uns 40 minutos daqui, até a Disney Tóquio. Não fui. Não vou. Isso aqui é o outro lado do mundo, e eu quero ver o que há de mais japonês no Japão, não o que há de mais americano. Mas é escolha de cada um né? Se eu desse a dica pra ele, "ei cara, vai no cemitério de samurais em Tóquio, você vai se amarrar" acho que ele ia achar que eu sou louco, ou pior, necrófilo, sei lá.
Em Tóquio fui também no museu da guerra. Muuuuito interessante. entre outras coisas vi um submarino pra kamikase, que eu não sabia que existia. Mas o mais interessante mesmo é ver como a história pode cada ser contada de vários ângulos. Indo ao museu eles quase que te convence, que o Japão foi "obrigado" a atacar Pearl Harbor, e um marciano sai do museu com a dúvida, Mas quem ganhou a guerra mesmo? Eu que estive na China no começo do ano, na cidade de Nanking, vi a versão dos chineses para o massacre de Nanking, que os japoneses chamaram aqui de "incidente" de Nanking. Heheheh, duas histórias bem diferentes.
Bom, desculpem se o post tá cultural demais. É que eu andei acessando uns sites brasileiros hoje que me deixaram maluco. Site que fala das "celebridades" brasileiras. É tanta futilidade, é tanta babaquice, é tanta imbecilidade que dá vontade de cavar um buraco e enfiar a cara. Ou então de falar de um museu de guerra do Japão, de um cemitério de samurais que não são o casamento da Sandy mas só se pode ver aqui. Babaquice, como o Luciano Huck chegando atrasado para o casamento da Sandy, pode-se ver facilmente hoje em dia de qualquer lugar do mundo, é só ligar o computador. E assim caminha a humanidade, cada dia um pouco mais estúpida. Parece que esse mundinho tá ficando cada vez mais besta. Mas não tá não. Tem muuita coisa interessante por aí. "no quarto escuro, a única visível coisa, o próprio ato de ver" Então vejamos!

Kobelus:

E aí bicho. Pô, não é que Tóquio é completamente diferente do que se vê na Tv, mas é bem mais organizada e calma do que parece. E carro japonês também não faz barulho, o que deixa a cidade quieta, bem quieta. Acho que outra coisa que ajuda é que não tem tanto ônibus, já que o povo anda mesmo é de metrô, e os ônibus que tem não soltam aquela fumaça preta com aquele barulho de turbina de avião. é tudo calmo...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Isto é Japão...





Então, compartilho com vocês a minha dúvida. O que será isso no topo daquele prédio em Tóquio? Eu já gastei muito tempo pensando nisso, e já cheguei a minha conclusão. Sabe como todo país tem o seu monumento ao soldado desconhecido? Bem, esse aí é o monumento ao vegetal desconhecido...

Os jardins do sr Imperador
























































Bem, o palácio imperial em Tóquio é um pouco frustrante. E o é porque na verdade não pode ser visto. Vê-se um quarto dos jardins do Palácio, que vocês podem ver nessas fotos aí. O resto fica só para o imperador... Mas uma coisa interessante aqui no Japão é que em todos os lugares, inclusive no jardim do seu imperador, não existe aquela incoveniente plaqueta "proibido pisar na grama." A grama é linda, bem cuidada, e é para as pessoas usarem. As pessoas fazem piquenique na grama, jogam bola, ou simplesmente descansam embaixo de alguma sombra. Não importa bem o que se faz, o importante é que a grama é bem cuidada e é para as pessoas usarem! Ah, essa casinha aí do lado é uma espécie de guarita da época dos Tokugawas, do período Edo, antigo nome de Tóquio. Nessa época esse era o último "check-point" para se chegar ao palácio, e era uma guarita para os melhores guardas do imperador, os samurais.

As legítimas


essas não soltam as tiras, não perdem as cores e não saem do pé, o maior chinelo do mundo, direto da parede de algum templo de Tóquio.

Cenas de Tóquio
























































Boas. Cheguei de Tóquio. Estou morto. Vida de turista é mesmo dura, andando de um lado para otro nesse outono ainda verão japonês. Diz a lenda que em Tóquio moram 10 milhões de pessoas, nos subúrbios de Tóquio mais 25 milhões de pessoas, e que Tóquio teria uma população flutuante de 35 milhões de seres humanos. Bem, eu me preparei então para ver uma cidade 3 vezes mais caótica do que são paulo, mas não vi. O que eu vi foi isso aí, prédios altos , muitos prédios, mas parques, muitos parques. Podem me chamar de louco, mas não vi um engarrafamento sequer. O trânsito de Brasília é 10 vezes pior do que de Tóquio. Claro que o sistema de metrô da cidade é uma outra cidade subterrânea, mas enfim, os urbanistas por aqui pensaram nisso. Aliás essa é minha principal relutância em chamar Oscar Niemeyer e Lúcio Costa de gênios. Fizeram uma cidade bonita que eu amo, mas também fizeram uma cagada fenomenal. Construíram uma cidade pra carros, não conseguiram pensar além de seu tempo, e gênio é quem pensa para além de seu tempo. Bom para Roriz e Arruda, que podem ficar ricos agora as custas do metrô que Brasília não tem. ( ou alguém ainda ousa chamar isso aí de metrô?)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Quem tem medo do ursinho Pooh?


Boas. Então, como vocês podem acompanhar pela televisão choveu bastante por aqui, mas em minha pacata Otsu nenhum problema com as chuvas. Também devem ter visto por aí que o primeiro ministro por aqui renunciou, coisas do parlamentarismo, quando não tá dando mais o cara pede pra sair. Mas na verdade o sistema político aqui é bem "estável" eu acho até muito estável pro meu gosto, vejam vocês que há dois partidos por aqui que realmente brigam pelo poder, só que, desde o final da Segunda Guerra até hoje um deles só governou por uns dois anos se eu não me engano, e outro tá mandando o resto do tempo. Um projeto de poder pra fazer qualquer Zé Dirceu salivar de inveja, é ou não é!
Bom, mas chega de assunto sério demais. Eu hoje só deixei meu apartamento por um curto período de tempo pra ir até o supermercado fazer compras. Me bateu uma fraqueza ontem e eu pensei, putz, isso é falta de carne na veia, tem tempo que eu só andava comendo camarão e salmão. Não deu outra, fui no supermercado, coloquei a mão na carteira e comprei uma bandeija de carne, meti tudo na panela e mandei pra dentro, foi o meu almoço. Vocês precisavam ver como fiquei disposto novamente! Minha fraqueza era só falta de carne... espero agora que essa injeção na veia dure por um tempo, sabe como é, aqui não se pode ficar comendo carne a toda hora!
No domingo eu vou finalmente visitar tóquio, vou ficar por lá uns 4 dias. Eu estou morrendo de medo, porque em todos os filmes japoneses que eu vi na minha infância tóquio é destruída por monstros gigantes que acabam com a cidade. Mas o que estava realmente me aterrorizando é que nessa semana prenderam uma gangue que, vejam vocês, estava assaltando as pessoas na rua em Tóquio! ( isso pros japoneses é um horror, uma gangue que assalta as pessoas na rua!) Mas como aqui é o Japão, a coisa era organizada. O chefe da gangue se vestia de ursinho Pooh, o braço direito de Mickey e o terceiro elemento de Pateta. A arma era uma faquinha insignificante. Não tiveram muito sucesso porque logo no primeiro assalto foi difíil correr com toda aquela roupa e "se misturar" na multidão. Eu acho que quem devia ir preso era o mané que foi assaltado. Não se pode levar a sério um sujeito que se deixa assaltar pelo ursinho poo de canivete né? Eu tô preparado, nessa foto que tirei hoje mesmo tô mostrando minha arma, se o ursinho poo vier eu saco o meu revólver de fantasia! Sem falar na cara de mau. Adios, besos, buenas.














segunda-feira, 1 de setembro de 2008

comida, ou tabemono.

















    Eu acho que já falei de comida aqui, mas sempre é bom falar desse assunto né? No Brasil comida japonesa é muito ligado a sushi e sashimi, e todo mundo que quer ser moderninho é bacaninho diz curtir comida japonesa, quando o cara quer impressionar a guria acaba levando em um restaurante japonês, essa frescalhada toda. 
     Mas a verdade é que a comida japonesa é bem mais do que sushi e sashimi principalmente quando estamos falando da vida diária. É claro que o sushi principalmente é bem presente, afinal esse é o único lugar do mundo que eu saiba onde se compra sushi no supermercado, e pela metade do preço depois das 20:00. Mas por exemplo, na região do monte Fuji o principal prato é o udon, esse macarrão que vocês podem ver na tigela aí da segunda foto. O Udon normalmente se come com as tempuras, que são um monte de coisa empanadas, de abóbora a camarão. É uma delícia...
    Mas na vida diária o japonês come muito mesmo é o "obento." (calma galera, não é o Bento...) O obento é a nossa quentinha, só qeu não tão quente... São esses PFs que se compra nos supermercados. Como aqui ninguém tem tempo pra nada, todo mundo tá sempre trabalhando, o pessoal compra isso aí nas lojas de conveniência e nos supermercados. É barato e prático. há também vários tipos, mas quase todos com arroz e algum tipo de peixe, frango ou porco.  A minha dica é a seguinte, compre o almoço de amanhã hoje no final da tarde, você vai conseguir comprar o Obento pela metade do preço. Esse aí que vocês tão vendo é o meu almoço de amanhã, espero que o camarão não estrague até lá... Beijos, David