Boas. Estava vendo algumas fotos das viagens, e quando via as fotos das viagem ao Tibet, lembrei-me do Butão. O Butão é um reinozinho vizinho ao Tibet, o último país onde a televisão foi permitida (só em meados da década de 90.) Vocês aí no Brasil não devem conhecer nenhum Butanês né? Eu conheci um, estudava aqui em Shiga, o Farsal. O Butão é assim como todo lugar, tem coisas boas e ruins. De ruim eu me lembro por exemplo do fato deles terem expulsado todos os butaneses de origem, nepalesa, criando um dos maiores campos de refugiados do mundo, o de butaneses no Nepal. Mas o que me chama a atenção mesmo, é o fato dos butaneses terem chorado, protestado e esperneado quando o rei disse que o Butão deveria ser uma democracia.
As políticas do rei do Butão, em 30 anos de reinado, aumentaram a expectativa de vida da população em quase 70%. Ele criou o sistema educacional e de saúde gratuito para toda a população. Se você quiser saber o Produto Interno Bruto do Butão, vai ser difícil, porque o rei disse que esse número pra ele não diz nada, e ele trocou pelo "Produto de Felicidade Bruta." Ele quer que o povo esteja feliz. E parece que o povo está. Bem, estava...
É que o rei está ficando velho, e disse que não pode garantir que o povo do Butão sempre terá um bom rei, e que por esse motivo já era hora do povo saber governar a si mesmo. O rei instituiu eleições e fez do Butão uma democracia. Foi a senha pra felicidade do povo terminar. A esmagadora maioria da população, não queria a democracia. Eles achavam que a política divide a nação. Jovens estavam preocupados que o próximo governo fosse acabar com o "Produto de Felicidade Bruta." Mas não teve jeito. As eleições aconteceram em Março desse ano. O novo governo, por enquanto, mantém o "Produto de Felicidade Bruta." Isso me faz pensar que nem sempre os indicadores econômicos são os mais importantes para um país. Muitas vezes pode se ter um PIB grande, com um monte de gente infeliz. Faz pensar também que enquanto alguns governantes querem ser reis, perpetuando-se no poder até morrer, alguns reis ainda temem pelos maus governantes que seu povo possa vir a ter. Faz pensar por fim, que valores que por vezes temos como absolutos, como democracia, são relativos. Não necessariamente a democracia é boa para todo mundo. No Butão por exemplo, eles gostavam mesmo era do rei...
Farsal voltou para o Butão. Quando mandar notícias, eu aviso a vocês. Enquanto isso, vou continuar a pensar aqui, com os meus Butões.
Foto: Eu, no Tibet, o vizinho do Butão que não tem rei nem democracia, tem o governo totalitário chinês, que todos apoiamos porque produz produtos baratos que gostamos de comprar nos 1,99 da vida.
Repondendo:
É Ruth, acho melhor você e o rodrigo fazerem exame de verme, uma vida inteira descalça na rua baiana é certeza de amarelão!
Kobelus: POis é, essas escolas só querem propaganda...
Samara: Lumbriguenta!! Deixa sua mãe saber!
As políticas do rei do Butão, em 30 anos de reinado, aumentaram a expectativa de vida da população em quase 70%. Ele criou o sistema educacional e de saúde gratuito para toda a população. Se você quiser saber o Produto Interno Bruto do Butão, vai ser difícil, porque o rei disse que esse número pra ele não diz nada, e ele trocou pelo "Produto de Felicidade Bruta." Ele quer que o povo esteja feliz. E parece que o povo está. Bem, estava...
É que o rei está ficando velho, e disse que não pode garantir que o povo do Butão sempre terá um bom rei, e que por esse motivo já era hora do povo saber governar a si mesmo. O rei instituiu eleições e fez do Butão uma democracia. Foi a senha pra felicidade do povo terminar. A esmagadora maioria da população, não queria a democracia. Eles achavam que a política divide a nação. Jovens estavam preocupados que o próximo governo fosse acabar com o "Produto de Felicidade Bruta." Mas não teve jeito. As eleições aconteceram em Março desse ano. O novo governo, por enquanto, mantém o "Produto de Felicidade Bruta." Isso me faz pensar que nem sempre os indicadores econômicos são os mais importantes para um país. Muitas vezes pode se ter um PIB grande, com um monte de gente infeliz. Faz pensar também que enquanto alguns governantes querem ser reis, perpetuando-se no poder até morrer, alguns reis ainda temem pelos maus governantes que seu povo possa vir a ter. Faz pensar por fim, que valores que por vezes temos como absolutos, como democracia, são relativos. Não necessariamente a democracia é boa para todo mundo. No Butão por exemplo, eles gostavam mesmo era do rei...
Farsal voltou para o Butão. Quando mandar notícias, eu aviso a vocês. Enquanto isso, vou continuar a pensar aqui, com os meus Butões.
Foto: Eu, no Tibet, o vizinho do Butão que não tem rei nem democracia, tem o governo totalitário chinês, que todos apoiamos porque produz produtos baratos que gostamos de comprar nos 1,99 da vida.
Repondendo:
É Ruth, acho melhor você e o rodrigo fazerem exame de verme, uma vida inteira descalça na rua baiana é certeza de amarelão!
Kobelus: POis é, essas escolas só querem propaganda...
Samara: Lumbriguenta!! Deixa sua mãe saber!

