quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

The Gym

Boas. Sei que ando escasso, mas sabe coo é, muitos afazares, muitas pesquisas... Hoje mesmo resolvi pesquisar um ambiente que até então não tinha frequentado: a academia de ginástica. POis é, pensei, como será um academia de ginástica no Japão? Muito japonês marombado? Bem, não me interessa, mas muito me interesseva ver como era, como se vestia, uma rata de academia japonesa. Hum, uma japinha de academia, taí um bom tema a ser pesquisado. E lá fui eu.
Pra começo de conversa aqui existem as academias comunitárias, do bairro. Comparando com o Brasil são um pouco melhores do que a média de uma academia brasileira, mas não chega a ser uma super academia de última geração. O prédio é gigante, porque engloba todo um centro esportivo, com piscinas aquecidas, quadras, salões de dança e a parte da academia. Outra facilidade é que você pode pagar por mês, por volta de 16 dólares, ou por visita, 3 dólares. Eu comprei uma entrada única. sabe como é, era só uma pesquisa rápida... Também não tem aquela encheção de saco de exame médico, isso e aquilo, você entra, vai pro vestiário, coloca seu tênis, pega uma toalhinha que eles dão pra limpar os aparelhos e manda bala. Bem, eu fui todo animado, pronto pra conhecer as japonesinhas marombeiras quando, de repente, não mais que de repente, ao entrar na academia, vejo que a mais garota do recinto devia ter uns 70 anos. Putz, só tem velho... Descobri o segredo da longevidade dos japinhas, os velhinhos são todos marombeiros. Bem, já que eu estava lá, resolvi aproveitar meus 3 dólares e malhar. Como tinha pelo menos a metade da idade de todos ali, sabia que ia ser o rei da academia, sabe como é, pegando mais peso, fazendo mais exercícios, isso aquilo...
Bem meis amigos, pra minha surpresa os velhinhos malham pesado. Pra começar tinha um senhor se apoiando em uma barra, igual aquelas de bailarina, que devia ter uns 100 anos, mas que estava fazendo alongamentos que eu não consegui fazer nem quando tinha 2 anos de idade. Olho pro outro lado e uma senhora de 234 anos de idade fazendo supino, outro de 134 na barra inclinada... Parecia um universo paralelo, um pesadelo, uma academia de ginástica da quinta idade. Depois de uma hora, desiludido com a minha experiência, peguei minha toalhinha e voltei para casa. Eu não sei onde malham as japinhas de academia do Japão, mas certamente não é nas academias comunitárias...

Pri: E aí, leu o relatório? É longo hein...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Peido disfarçometro

Boas. A gente reclama do Brasil de quando em quando, mas eu tenho de reconhecer que por vezes somos realmente muito injustos. É que o Brasil nos dá uma certa segurança. Bem, é claro que eu não estou falando de segurança no sentido que a palavra tem quando se junta com a palavra pública, não, não falo aqui de segurança pública, mas aquela segurança que a gente sente de que as coisas vão continuar.
É que depois de um longo e tenebroso inverno eu hoje fui ver o que acontecia por essas bandas daí. Assim de passagem vi um velório de vítimas de um acidente aéreo na amazônia, um deputado dono de castelo que diz que vai renunciar antes de ser expulso pelo partido para depois voltar e o Sarney presidente! Vê que coisa boa, se eu ficasse dez anos, vinte anos exilado sem qualquer forma de contato com o Brasil, ao voltar, acharia tudo do mesmo jeitinho, vai dizer que não dá uma seguramça? Claro que dá! A única coisa que me deixou um pouco triste foi o fato de eu ter nascido assim meio "bom caráter" e um pouco medroso. Porque assim eu não vou poder aproveitar de todas as benesses que meu país proporciona. Puxa, só poder ser preso depois de julgado em última instância, e no Brasil onde a última instância significa por baixo aí uns trinta anos... Ah, quantos delitos impunes eu poderia cometer...
Mas é assim mesmo, cada país tem suas entranhezas. Aqui no Japão por exemplo eu cheguei a conclusão de que a coisa mais estranha são mesmo as privadas. Fui fazer uma pesquisa socio-antropológica e descobri que as privadas são tão modernas porque os japoneses são muito envergonhados e vivem em ambientes pequenos. Assim eles temem muito os "barulhos"que a gente produz nos banheiros. No caso das mulheres, até o barulho do xixi caindo na água as deixam envergonhadas. É por isso que quase todas as privadas de locais públicos tem os botões com os barulhinhos. Normalmente é barulhinho de passarinho. Se você for produzir um "barulho" no banheiro, aperta o botão e um passarinho canta. No Brasil chamaríamos de "peido" disfarçometro.
Fico pensando se esses políticos brasileiros, Sarney, Lord Edmar, mais um ou outro ministro do STF, em vindo ao Japão, usariam o peido disfarçometro. Acho que não. Eles já não têm vergonha de mais nada...

Respondendo:

Kaka: BRIGADU

Cláudia: Na verdade meu aniversário começou no dia 04, com algumas pessoas do Brasil se confundindo com o fuso, passou por todo o dia 05 e terminou no dia 06 pela manhã, ainda dia 05 a noite no Brasil... Obrigado, beijos,

PRI: Pulou pro começo do século e lembrou do meu aniversário? Engraçado eu também ainda tenho em algum lugar uma foto, do começo do século, lembrança de aniversário de 15 anos de umas certas gêmeas... Se você realmente quiser ler o relatório, pode fazer o download aqui

Anônimo/Thay: Sim, tem de comprar meu presente!

Samara: O que eu disse foi que não se deve cobrar maturidade de um homem.... E não adianta emgambelar, eu quero PRESENTE!



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Fevereiro, 5

Boas. Hoje é o meu aniversário. Ontem eu estava me lembrando dos meus aniversários. Não esses agora, mais recentes, mas dos mais antigos. Estava a me lembrar dos meus aniversários quando criança. Sabe, quando eu era criança, essa data, 5 de fevereiro, não era uma data comum. Quando a gente é criança a impressão que fica é de que o mundo pára para que a gente comemore o aniversário. Há os preparativos, a roupa nova pra festa, os doces, o bolo, os convites para os amiguinhos... Aí chega o dia, enfeita a casa (mais recentemente o salão), corre daqui, ali. Então os convidados começam a chegar, os amiguinhos, trazendo presentes que eu desembrulhava com maestria nenhuma. Por vezes eu era sincero demais, confesso, como na vez em que uma tia me deu uma roupa quando eu esperava um brinquedo. Eu olhei pra ela e disse "não quero esse presente de cachorro não!" - e joguei a roupa longe. A minha reação foi um pouco exagerada, admito, mas era a idade. Não se pode exigir muita maturidade de um homem de 5 anos de idade. (bem, na verdade não se pode exigir maturidade de um homem em nenhuma idade).
Mas a gente cresce e as coisas mudam. O nosso aniversário vira um dia de trabalho comum. A gente não faz festa porque não há tempo, e se a gente não diz, assim meio por acaso, "ah, hoje é meu aniversário..." ninguém nos dará os parabéns. Quando a gente cresce o nosso aniversário vira um dia comum, aquela mágica que existia vai embora, e a gente percebe que aquele dia não foi feito pra gente, e que a gente não é especial coisa nenhuma, é só mais um entre os cinco bilhões de terráqueos na terra.
Então hoje eu acordei, peguei um relatório que precisava ler, e comecei o meu dia normal. Mas aí começaram a chegar os emails de um ou outro mais apressadinho do Brasil, que não esperaram a meia noite daí para me dar os parabéns. Também as mensagens no orkut, aqui e ali. De repente o telefone toca, e os amigos do mundo que fiz por cá começam a ligar: uma amiga da índia, outra do Sri lanka, poloneses, uma russa, um palestino, um quirquistanês, um holandês outro de bangladesh, mais emails, mensagens de alunos, ex-alunos, e no fim do dia vi que o meu relatório ainda estava ali, a ser lido, porque hoje era meu aniversário, e as pessoas que me amam não deixam que esse dia seja um dia qualquer para mim, nem me deixam ser um terráqueo qualquer. Eu acordei hoje com 33 anos. Mas estou indo dormir como a criança de 5. Obrigado, beijos.

PS: Isso não impede que vocês me comprem presentes e os entreguem em data e local oportuno!

Rafael: Um abração. quem sabe eu ainda não alcanço vocês.

Pri: Não vi não...

Kobelus: Obrigado, um abraço..

Chris: Hum, você me conhece mesmo, ah o parque da cidade... Mas tudo bem. Ah, em relação a Julia, é isso mesmo, faz sua parte aí poque neste relatório que eu tentei ler hoje há uma parte em que se diz que crianças que passaram pela pré-escola, e tiveram a devida alimantação, aprendem 40% mais na primeira série do que as outras...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sinapses perigosas

É engraçado como o cérebro da gente funciona né? Por vezes uma coisinha que a gente lê em um canto de jornal nos faz pensar em uma coisa que puxa outra coisa que acaba por nos levar a uma viagem quase que sem fim. Isso aconteceu comigo essa semana. A coisinha que li, foi a declaração de um parlamentar italiano, ainda por conta do caso do italiano do PAC. O parlamentar em questão disse que o Brasil é reconhecido por suas dançarinas, não pelos seus juristas.
Bem, confesso que, como brasileiro, minha primeira reação foi "mas que FDP!" Mas antes mesmo que eu chegasse a tanto, meu cérebro começou a fazer sinapses e afins, e aconteceu o dito processo de informações, aparentemente sem relações, que tomou conta de mim.
Primeiro lembrei-me de uma aula que aconteceu umas duas semanas atrás. O sujeito estava a falar dos prêmio nobel do Japão. Sabe como é, meu japonês não é lá essas coisas, e eu não consigo entender 100% do que eles falam, mas em determinado momento o cara falou que o Japão tinha 3 prêmios nobel. Eu me assustei e perguntei "mas só três?" e ele repetiu uma informação que eu, aparentemente não havia entendido bem "Kotoshi" - traduzindo - "esse ano." Aí para humihar ele perguntou "e o Brasil?" e eu disse, "nenhum" , e ele para humilhar um pouco mais, não, não estou perguntando esse ano, to perguntando no geral, ao todo", e eu retruquei "nenhum."
Depois dessa lembrança meu cérebro e levou a uma mais alegre. Há muito tempo atrás minha sobrinha me disse para procurar uns vídeos de um programa de humor novo, bem, para mim nivo porque quando eu saí do Brasil não existia, um tal de CQC. Eu esqueci desse troço, mas outro dia, atingido pela monotonia das férias, lembrei-me de procurar. O dito programa tinha vários vídeos no youtube, alguns de uma série que era um "teste de honestidade" Um sujeito ia andando pelas ruas das cidades e "perdia"uma nota de 50,00. A câmera ia filmando, mostrava que as pessoas viam claramente que a nota caiu do bolso do sujeito, e depois filmava a reação das pessoas, vai devolver a nota ou não. Bem, um dos testes foi em Brasília, ficou meio a meio, mas uma das pessoas que não devolveu foi um grupo de 4 policiais militares... No Rio, de umas cinco tentativas, só um velhinho devolveu a grana... A maioria esmagadora embolsou o dinheiro.
Por fim, seguindo as sinapses malucas, minha cabeça foi para um texto que li há um tempo atrás de um filósofo francês, Edgar Morin. No texto ele fala das sete coisas essencias que se deve ensinar para que as pessoas possam viver no século XXI. Uma das coisas, segundo o autor, é ensinar as pessoas a ver o auto-engano. Segundo ele o nosso cérebro, sempre ele, por vezes "mente" pra gente, para nos proteger, Aí constrói uma imagem da gente mesmo que não corresponde muito a realidade. Por vezes se esquece de fatos, ou os lembra de maneira mais favoráveis a nós...
Bem, sabe, eu acho que nós, como povo, sofremos um pouco isso. Na TV, nos livros, nas ruas, a gente pensa no Brasileiro como o povo alegre e trabalhador, terra das mulheres mais bonitas do mundo, das praias mais legais, da comida mais gostosa e do povo mais criativo. Um país que tem tudo para dar certo, mas por conta de uns políticos mal intencionados não vai para a frente. Eu acho que não é nada disso. Somos um povo como qualquer outro, tão criativos como os outros, tão trabalhadores como os outros. O tal teste só nos mostra que os políticos, como já sabíamos, são só o reflexo de nós mesmos,um povo que acha normal a desonestidade. Acho que o nosso problema é o auto-engano. Enquanto a gente não entender isso, não adianta. Enquanto confiarmos na nossa esperteza e no nosso poder de improvisação, na nossa "criatividade" vamos continuar sendo o que somos: um ods tantos países em "desenvolvimento." Paulo Prado já disse, cem anos atrás, que somos o povo mais triste do mundo, junção das 3 raças tristes, o português, o mais melancólico dos povos europeus, o africano, triste por estar escravizado longe de sua terra e o índio, triste porque sua terra foi destruídas e suas mulheres estupradas. A nossa alegria é só fachada, mecanismo de defesa. Enfim, ou o Brasil deita do divã e faz uma análise de si, ou continuará a produzir somente dançarinas, eufemismo empregado pelo parlamentar em questão para não dizer prostitutas. Precisamos de menos dançarinas e mais juristas, mais cientistas, alguns Nobel. Quando eu era criança diziam que o Brasil seria o país do futuro. Não é.


PS: Desculpem pelo texto longo e sério, mas enfim, tem dia que sai assim!

Respondendo:

Pri: É eu dei aula no EJA, sei bem como é...

Larissa: falei de vc hoje viu?

Flavinho: Obrigado pelo seu comentário, especialmente a última parte, de menos diplomatas Vi...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A estranha história de Maruge Button


Boas. Outro dia falei aqui de uns filmes que vi, inclusive aquele de estranho título the strange blá blá Benjamin Button, com o Brad Pitt. Bem, o filme trata de uma temática cara a todos nós, mais de uma vez eu ouvi, e você também deve ter ouvido, como seria bom se, ao invés de irmos ficando mais velhos fóssemos remoçando, assim teríamos mais para o fim da vida tempo e juventude para fazer tudo o que não tivemos oportunidade de fazer antes, por falta de tempo, e que não poderemos fazer na velhice, por falta do vigor da juventude. Bem, o filme mostra a vida de Benjamim Button que, nasceu velho e foi rejuvenescendo. Meu assunto hoje não é bem esse filme mas sim um outro filme, e uma outra vida, a vida de um Keniano chamado Kimani Ng'ang'a Maruge, uma espécie de Benjamim Button da vida real.
Maruge nasceu em 1920, e como a maioria dos africanos tem uma vida marcada por lutas e tragédias. Ajudou a expulsar os ingleses em 1950, foi torturado, perdeu filhos, esposa mas seguiu vivendo. Em 2003 Maruge ficou sabendo que o governo do Kenya resolveu tornar a educação básica, de primeira a quarta série, gratuita. Assim ele, com 83 anos, pensou que seu velho sonho poderia finalmente se realizar, e resolveu se matricular na escola. Bem, a vida não é fácil assim, a diretora disse que ele não poderia se matricular, era uma escola para crianças que tinham cadernos, livros, uniformes, ele já tinha passado um pouco da idade. Maruge voltou no dia seguinte com um saco de pano com dois cadernos velhos e três lápis. Ele também tinha cortado a sua única calça para se adequar ao padrão de uniforme da escola. A diretora, diante da obstinação do aluno, nada pode fazer, e deixou Maruge assistir as aulas.
Sim, as crianças tiveram medo, chamavam-no de velho doido, sim, os pais se revoltaram e não queriam que aquele velho "insano e demente" desvirtuasse seus filhos, mas Maruge não se abalou. Ele acabou chamando a atenção do mundo, e as autoridades locais não puderam impedi-lo de ir as aulas. Mas é claro que o governo, como sempre fazem os governos, tentou dificultar e punir, e como não podiam tocar em Maruge transferiram a diretora que o aceitou na escola para uma outra localidade, bem distante de sua tribo. Maruge, que é além de aluno um criador de ovelhas, vendou duas de suas ovelhas para ir até Nairóbi e pedir a volta da diretora. Mais uma vez com a atenção de Ongs e redes de televisão, as autoridades não puderam negar.
Maruge se adaptou bem, as crianças se habituram com ele e até o elegeram representante dos alunos da escola. Ele já está na sexta série. Maruge entrou para o livro dos recordes como o estudante mais velho do mundo, se bem que quando a gente vê a foto dele assim, sentado em sua escola e aprendendo, a gente tem a impressão de que só o corpo é mesmo de um ancião, a mente é de um jovem, talvez ele seja mesmo o verdadeiro Benjamim Button, e assim, remoçado e obstinado, ele nos faz ver que nunca devemos perder uma oportunidade de aprender. E se você quiser assistir a um breve documentário (12 min.) em inglês sobre a vida de Maruge é só clicar aqui

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Vou atacar de jurista

Boas. Agora de férias tenho mais tempo para acompanhar o que anda acontecendo aí por terras tupiniquins. Até Big brother eu vi hoje (bem, deixa pra lá). Empolgante mesmo tá o caso do italiano para quem o Tarso Genro concedeu asilo. Eu, claro, vou dar um pitaco. Bom para isso fui ao âmago da mente para buscar uma ou outra coisa que ainda lembro dos tempos que estudei direito - quando fazia história na Unicamp cheguei a cometer esa loucura por um ano na PUC Campinas. Também vou tentar lembrar de uma ou outra coisa que eu li quando era um aspirante ao Rio Branco (Bem, pra quem não sabe, houve um tempo em que, por acidente, passei nas primeiras fases do Rio Branco e aí tive de estudar direito internacional para tentar passar na última fase, mas como acidentes não acontecem várias vezes, não rolou. Acho que ajudou também o fato de eu ter ido fazer as provas de bermuda, mas putz, tava quente!) Bem, como todo esse meu "conhecimento jurídico" é totalmente superficial, conto com a ajuda dos vários doutores bacharéis que acompanham este singelo blog para me corrigir nos eventuais erros.
Pelo que andei lendo, argumentos jurídicos existem tanto para um lado quanto para o outro. E acho que o fato de o procurador geral ter uma opinião e juristas como Dalmo D'allari terem outra, é um pouco reflexo disso. Mas quando eu estudava direito...
Bem, se eu bem me lembro, e realmente não sei se me lembro bem, há um conceito de "espírito da lei" que eu acho todo rábula tem de saber. A questão é saber o porquê da lei. Well, vamos lá, ao que tudo indica a lei define que o poder executivo tem a última palavra na questão do asilo. razão? Simples, esse treco de asilo quase sempre afeta a política externa, e cabe ao executivo zelar pelo bom andamento da política externa. A intenção da lei é que determinadas decisões jurídicas não interfiram nas relações externas do país, que são de extrema importância.
Dito isto, vamos analisar o caso. Primeiro: A Itália é uma democracia? É. Era uma democracia constitucional ao tempo dos acontecidos? Era. Então quem somos nós para interferirmos nas questões jurídicas internas de uma democracia soberana?
Segundo: essa decisão é sábia do ponto de vista das relações externas do país? Não. Só vai dar dor de cabeça. Então porque raios o Tarso Genro e o governo Lula fizeram essa, com o perdão da palavra, "cagada"?
Simples, como já disse em outro post, tanto o governo do Lula, como o do FHC que o precedeu, tratam a coisa pública como privada, em toda e extensão semântica do termo. Eles tratam a política pública como coisa comezinha, de comadres, estão mais preocupados com as relações pessoais, de padrinhagem, camaradagem. Não são estadistas. Estadista é o cara que faz exatamente o contrário, coloca os interesses do país em primeiro lugar. O Brasil não teve muitos não, mas vou citar dois que viveram na mesma época, Vargas e Prestes. É claro que o Vargas era um ditador, coisa e tal, mas era um estadista. Prestes, mesmo sem nunca ter o poder nas mãos, era um estadista (para muitos isso é uma contradição em termos, mas para mim não), por isso mesmo se aliou em determinado momento ao próprio Vargas, que antes havia mandado sua esposa para morrer nas mãos de Hitler. Os nossos amigos supracitados não passam nem perto disso. Por isso Tarso Genro concedeu o asilo, muito provavelmente para satisfazer alguma relação de camaradagem.
O problema é que o Ministro da Justiça, ao ceder a espiritos de camaragem em detrimento do espírito público, fere o próprio espírito da lei, de fazer com que as relações externas do país não sejam prejudicadas por decisões jurídicas. Nesse caso o governo interveio foi para prejudicar mesmo. E o Brasil? Ah, o brasil que se dane!

PS: OK, a minha teoria pode ter vários furos, muitos jurídicos, mas só não me venham com aquela papagaiada de orgulho nacional, de soberania, de que a França fez isso e a Itália aquilo. Novamente, a Itália era e é uma democracia, com uma constituição, não é nem era um Estado de exceção. Nesse caso quem afrontou e avacalhou com a soberania dos outros fomos nós...

respondendo:


Sarah: e aí gostou do conto? O filme é bem legal, mas acho que o Slumdog millionaire é melhor. Besos!

Amenidades

Boas. Então, férias é tempo de assistir filmes certos? Pois bem, foi o que eu andei fazendo nesses dias de inverno. Vi vários. Com os títulos mais estranhos. Tinha Slumdog millionaire, MILK, Revolutionary road, Frost/Nixon e um que tinha até estanho no título, the strange case of Benjamim Button, ou algo parecido. Já que agora é férias no Brasil, vou sugerir dois dos acima citados, Slumdog Millionaire, (juro, é muito mais engraçado quando você conhece os indianos, mas mesmo se você não conhecer nenhum vai gostar muito do filme) e do Benjamim Button, que é baseado em um conto do Fitzgerald (que você pode ler aqui). Um é pra rir e chorar, o outro é para chorar e rir. Bons filmes. Mas o melhor mesmo que eu vi foi um documentário sobre a eleição para representante de sala de uma escola em Wuang, na China (estive lá, chato né?) É uma turma de 3a série, mas é muito engraçado ver como os pais enxergam naquilo uma chance para que o filho se destaque e possa, quem sabe, ter um futuro melhor. É que com aquela população as crianças na China tem de se destacar cedo. O título do filme é please, vote on me, e faz parte de um projeto chamado why democracy. Você pode ter uma idéia do filme na página do projeto. Só que como eu sou muito sensível, quase chorei quando os meninos começaram a xingar uma candidata a Xeong, e a menininha começou a chorar no meio do discurso dela. O bicho cruel é o ser humano, desde pequeninho né?
Bem, já que hoje é dia de falar de amenidades, falemos dos nossos turistas bulmerangues. Tá engraçado ler essas notícias no jornal de brasileiro que bate na Espanha e volta. Mas a culpa é do governo, nesse caso do Itamaraty. Porque se os caras estão voltando, e realmente não tem NADA de errado e eles eram apenas turistas querendo conhecer a terra do ingenioso fidalgo Don Quixote de La Mancha, então o Itamaraty tinha que chamar esses espanhóis as turras e fazer uma retaliação, tipo o Lula ir, em cadeia nacional, dizer que "nunca (mais) na história desse país se comerá Paella" - hum, não, essa não - "nunca mais na história desse país pagaremos dívidas do Santander." É, essa é boa! Agora se não for o caso, o governo deveria ir logo dizendo "calma galera, era tudo neguinho ilegal querendo vender Kebab nas ruas de Madrid." Porque nesse caso meu amigo, ou é uma coisa ou é outra! Mas eu tenho uma teoria. É que eu vi um dos derpotados segurando o passaporte, aquele verdinho. Aquele verdinho não pode galera. Não tem código de barras, sistema usado por todos os aeroportos mais ou menos decentes do mundo. O governo precisa trocar logo o passaporte do resto da moçada... Eu, que tenho a maior pinta de terrorista paquistanês misturado com afegão nunca fui barrado em aeroporto nenhum do mundo! E quando fiz escala em Nova York outro dia (putz do chique) a negona ainda me desejou um welcome do fundo coração! Tudo bem que em Varsóvia quando eu estava voltando para o Japão, o detector de metais apitou e me fizeram a revista com aquele detector portátil. Mas eu nem me importei, afinal era uma morenaça de olhos azuis, vestida em um uniforme do exército... enfim, seja como for, se for a Espanha e tudo der errado grite em bom portunhol "yo quiero mi abogado, yo soy uno cidadón respectabele, Carajos!"


Sarah: eu fazer inveja a você, que outro dia tava fazendo pic nic no Central Park...

Kobelus. Boa. Vejo que o judô serviu para alguma coisa. Só um errinho, não tem Heit, sete é sichi, ou nana.

Lara: Acho que tá. Ou não! Tenho de perguntar..

Pri: Pois é, se eu já estou assim aos 25, imagina quando tiver uns 30 (heheheeheh) E sim, postarei as fotos das Filipinas! Como diria um ex presidente Duela a quien duela!